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A Gente Transforma

Marcelo Rosenbaum e as artesãs de Várzea Queimada – foto: Tatiana Cardeal

Durante a pesquisa sobre design brasileiro que comecei com a minha tese de mestrado conheci vários designers que, em todo o país, têm trabalhado em projectos de “design com comunidades”. Com equipas, filosofias, abordagens e taxas de sucesso muito diversas – de que já abordei em palestras e neste artigo para a revista Projeto Design –, estes projectos têm mostrado ser uma componente importante da prática do design no Brasil do século XXI. A Gente Transforma é o mais ambicioso e potencialmente influente destes projectos.

Conheci o designer Marcelo Rosenbaum no Salão Casa Brasil Design em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, durante a minha viagem de pesquisa em 2009. Desde então tenho acompanhado o seu trabalho, escrito sobre ele e, talvez menos que gostaria, conversado sobre o seu o impacto da sua actividade, tanto dentro como fora do Brasil.

Após o seu convite para se juntar a ele e à equipa AGT no Piauí, durante as duas primeiras semanas de Fevereiro tivemos várias oportunidades para conversar em Várzea Queimada, a povoação do Piauí que recebeu a segunda edição do A Gente Transforma. Enquanto jornalista, fiz parte da sua “comitiva” de cerca de 40 pessoas que pensou, discutiu, projectou, escreveu, filmou, fotografou, dançou, rezou, teceu, construiu, bebeu e partilhou de uma experiência inesquecível.

Lá pude também acompanhar de perto um destes projectos de designers “com comunidades”, e compreender, ao vivo e em directo, as relações e expectativas criadas entre designers e artesãos, mestres e estudantes de arquitectura, entre os de fora e os da terra. E entre o passado, o presente e o futuro daquilo que se projecta e se executa. Algumas coisas ficaram mais claras, mas muitas outras complicaram-se. Ninguém disse que a Várzea Queimada ia ser fácil de entender – e não foi.

Um dos dois artigos que escrevi sobre o projecto saiu domingo, dia 26 de Fevereiro na Pública. Pode ser lido na íntegra no site do AGT ou no meu site. O segundo sairá em Abril.

Próximo Futuro

De que forma é que a prática, a cobertura jornalística, a curadoria e a crítica académica do design brasileiro estão a misturar origem com identidade, oportunidade social com oportunismo de design, ’gambiarra‘ com inovação frugal, realidade com estereótipo? É sobre isto que falarei dia 15 de Novembro de 2011 na Fundação Calouste Gulbenkian, como participante do próximo Observatório da África e América Latina do Próximo Futuro.

 

 

 

O fator favela

O Brasil é hoje mais do que uma nação tropical de praia, samba e futebol. É uma superpotência do século 21. Está por isso na hora de o mundo, ou pelo menos o mundo do design, prestar a devida atenção ao design brasileiro. Mas também está na hora de os designers brasileiros tratarem o seu povo, um de seus principais valores, com o respeito que ele merece.

Este é o lede do meu artigo de 6 páginas para a revista Projeto Design de Junho 2011, agora nas bancas. Nele eu falo de como os recursos humanos são um factor de destaque no design brasileiro do início do século XXI. E de alguns bons e maus exemplos de como os designers brasileiros estão a explorar estes recursos.

Obrigado à Evelise Grunow, editora de design da revista, pelo convite para integrar este longo artigo na revista, que surgiu no seguimento de uma longa conversa em Lisboa. Este texto é ainda uma adaptação da palestra que eu dei em Janeiro de 2011 na Royal College of Art, em Londres.

 

A Material World

A few days before I arrived in Rio, Zoë Melo, who since we met in New York in 2009 became a good friend and one of my project’s “godmothers”, suggested I should meet the guys from Fibra Design Sustentável. I did, if only had a chance to talk with one of them, Bruno Temer. I immediately knew they were something else; we had lunch on one of the very last days of my 1-month research trip – by then I had met and interviewed a ton of people and was starting to get an idea of what I was interested in finding out more about Brazilian product and furniture design, but nothing prepared me for the frankness, fairness and ambition both Bruno and his other partners have shared with me over transatlantic email and skype conversations.

When the organisers of Design Indaba asked me for a Brazilian designer suggestion for the 2011 edition of the event, they were on the top of my mind. And I was very happy they both left a great impression and had a blast. Writing “A Material World”, their profile for Design Indaba, now out in print and online, was also just as fun.

Speaking about Brazilian design

The image above is the first slide of my latest talk on Brazilian design, which I delivered on April 7th in Salamanca, Spain. It reads: “Fruit hats or frugal innovation? The contemporary challenges of Brazilian design.” In the last six months I’ve had the pleasure of speaking about my findings and reflections on Brazilian design in four cities and rather different contexts. Read the rest of this entry »

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